Encerramento ao público do TEATRO-ESTÚDIO Ildefonso Valério
Re: Re:
A actual Direcção do Grupo de Teatro Cegada tem referido e sublinhado publicamente diversas vezes que não está em situação alguma contra os Inestética, o seu percurso ou opções artísticas.
O Grupo de Teatro Cegada nunca afirmou em momento algum que a subvenção aos Inestética deva ser reduzia em prol de outra ou outras estruturas, mas sim que o valor total e respectiva distribuição dos dinheiros públicos atribuídos à criação teatral de serviço publico no Concelho, mencionados nas rubricas do Orçamento Municipal, devem ser revistos, devem ser criados critérios e regulamentos claros, que permitam o acompanhamento da real actividade e crescimento de cada estrutura artística, em função de cada projecto ou plano de actividades apresentado.
Os valores das rubricas "Inestética" e "Grupos de Teatro" mencionados no Orçamento Municipal, são da inteira responsabilidade dos representantes políticos democraticamente eleitos, como tal o Grupo de Teatro Cegada refuta toda e qualquer acusação por utilizar os nomes ou designações escolhidas e votadas em Assembleia Municipal.
O projecto que os Inestética desenvolvem no Palácio do Sobralinho confere-lhes indiscutivelmente a tranquilidade e o merecimento da continuidade das responsabilidades culturais que lhes têm sido atribuídas.
É de lamentar esta posição por parte do municipio, se há poucas verbas para a cultura, então devem ser criteriosamente atribuidas e de forma a contemplarem diversas entidades e despesas.
CARTA ABERTA A TODOS OS VEREADORES
do Município de Vila Franca de Xira
Exmos Senhores Vereadores de todas as forças politicas.
Após o fracasso da reunião entre a Direcção do Grupo de Teatro Cegada e os responsáveis do executivo Municipal, no passado dia 30 de Março, na qual foi afirmado que "...se o Grupo de Teatro Cegada cresceu, se desenvolveu formação de novos públicos e uma programação regular no TEATRO-ESTÚDIO Ildefonso Valério, isso não é responsabilidade da Autarquia”, demonstrando uma clara desresponsabilização política para com toda a acção cultural desenvolvida no concelho, torna-se claro que neste contexto, só as forças politicas da oposição, utilizando as ferramentas democráticas ao seu dispor, podem alterar o curso da situação.
Ficou claro para o Grupo de Teatro Cegada que não existe o interesse por parte do actual executivo em esclarecer ou regulamentar os actuais critérios de financiamento aos criadores e programadores teatrais, apenas nos foi dito que o projecto dos nossos colegas da Inestética foi apresentado há quinze anos e como tal continua em curso.
Como todos sabemos, ao nível do Governo Central nenhum projecto de nenhuma estrutura artística é apoiado pecuniariamente sem novo concurso publico por um período superior a quatro anos, no que diz respeito ao apoio máximo facultado pelo Estado Português aos criadores e programadores através dos Apoios Quadrianuais da Direcção Geral das Artes - Secretaria de Estado da Cultura - com um tecto máximo actual de 200.000 € por ano, onde é executado um relatório e uma avaliação anual por parte da DGArtes para a boa continuidade do projecto financiado a quatro anos.
Também relativamente à legalização do TEATRO-ESTÚDIO Ildefonso Valério, enquanto sala de espectáculos, nada de concreto foi referido, foi apenas mencionado que se o espaço está cedido, o Grupo de Teatro Cegada deve-o utilizar como entender, mesmo que sem meios financeiros seja obrigado a fazê-lo à margem do enquadramento legal em vigor, como sempre tem acontecido, subentende-se.
É do conhecimento público e da comunicação social que esta matéria será debatida amanhã dia 8 de Abril, em reunião de Câmara, nos Paços do Concelho em Vila Franca de Xira, por todos os Vereadores eleitos por todas as forças politicas, aos quais agora cabe a criação de condições para a desenvolvimento teatral do Concelho que, como se pode comprovar pelas declarações proferidas pelo ilustre Júri na entrega do Prémio Mário Rui Gonçalves, no passado dia 22 de Março, do qual fez parte João Mota, até há pouco tempo Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II, se encontra estagnado.
No culminar desta situação o município anunciou o alargamento do Prémio Mário Rui Gonçalves a companhias da área metropolitana de Lisboa, uma medida que manifestamente não defende a criação teatral no concelho.
Mário Rui Freitas
(Presidente da Direcção)
Jornal O MIRANTE - 02 de Abril de 2015
Jornal O MIRANTE - 02 de Abril de 2015
Encerramento do Teatro-Estúdio Ildefonso Valério - Alverca do Ribatejo
A injustiça e parcialidade nos valores atribuídos pela Câmara de Vila Franca-de-Xira a este Teatro-Estúdio Ildefonso Valério, que merecia ter o mesmo tratamento de um certo "teatrito"que arrecadou metade do Orçamento , enquanto a outra metade foi distribuída pelos vários Teatros-Estúdio do concelho... Que vergonha e imoralidade!!!!!! Corrupção , influências? não está certo nem correcto. LNFerreira
Jornal O MIRANTE - 2 de Junho 2016
Referente à Reunião de Camara Municípal de Vila Franca de Xira, de 18 de Maio de 2016.

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Re:
Atacar outro grupo que recebe mais, mas que esse mais é tão pouco que mal dá para sobreviver não é fazer cultura, é matar a cultura. É ser mesquinho, medíocre e invejoso. É ter ódio. Quem é movido pelo ódio não merece fazer parte da cultura. Uma coisa é reclamar mais porque se precisa, outra é enxovalhar publicamente outra estrutura artística. Porque neste país, todos os que trabalham em teatro precisam de apoio. Estão todos asfixiados, mesmo os que recebem mais. Por isso, este ataque público à Inestética é baixo, do mais nojento que já vi. Quem faz isto ao teatro, aos colegas e às artes não merece respeito. Logo, de facto, a cultura não é para todos, é para quem a respeita. Ainda bem que existe um projecto como a Inestética, rigoroso, audaz e arejado. Espero que dure muitos anos, com a mesma garra de sempre. E com uma enorme honestidade moral e artística. Tem sido um enorme privilégio ver as coisas que vêm ao Sobralinho. A forma calorosa com que o público é recebido, o cuidado com que tudo é feito. O empenho e o rigor com que trabalham são inquestionáveis. Aplaudo de pé e desejo tudo de bom! Assim como desejo a todos os outros agentes culturais que contribuem para a nossa cultura de forma digna.