PAZ NO CAMPO
PELAS ALZIRAS DO CAMPO: PAUTEM OS PLs DA SEGURANÇA RURAL
O caso Alzira do Agro expôs uma realidade que milhares de famílias rurais já conhecem: no campo, o socorro muitas vezes chega tarde. Pedimos ao Congresso Nacional que paute com urgência os projetos de lei que tratam da posse, do porte rural e da desburocratização do acesso legal à defesa para produtores, trabalhadores e moradores do campo.
Alzira Maria Theodoro Luiz ficou conhecida como “Alzira do Agro”.
Mas, depois da tragédia que chocou o Brasil, o nome dela passou a representar algo muito maior: a vulnerabilidade de quem vive no campo, longe do socorro imediato, longe da vizinhança próxima e muitas vezes longe da presença efetiva do Estado.
Não queremos usar a dor de uma família como espetáculo.
Queremos transformar essa dor em cobrança pública.
Porque Alzira não é um caso isolado.
Existem muitas outras Alziras espalhadas pelo Brasil: mulheres, homens, produtores, trabalhadores, famílias inteiras que vivem em áreas rurais e que, diante do perigo, sabem que a ajuda pode demorar.
No campo, a estrada pode ser longa.
O sinal de telefone pode falhar.
A viatura pode estar a dezenas de quilômetros.
O vizinho pode não ouvir.
E, quando o criminoso chega, a vítima muitas vezes está sozinha.
Não podemos afirmar que uma arma mudaria o desfecho de qualquer caso concreto. Mas podemos afirmar uma coisa: quem vive isolado não pode continuar dependendo apenas de uma proteção que talvez chegue tarde demais.
Por isso, nós, cidadãos brasileiros, pedimos ao Congresso Nacional que paute, debata e vote com urgência os projetos de lei que tratam da segurança rural, da posse, do porte rural e da desburocratização do acesso legal à defesa por produtores, trabalhadores e moradores do campo.
Entre os projetos que precisam sair da gaveta estão:
PL 8153/2017 — cria o Porte Rural de Arma de Fogo para proprietários, residentes e trabalhadores rurais.
PL 8157/2017 — trata do porte de arma para produtores rurais.
PL 6717/2016 — disciplina o porte rural de arma de fogo para proprietários e trabalhadores rurais.
PL 5437/2025 — dispõe sobre a concessão de porte de arma de fogo a produtores e proprietários rurais.
PL 5150/2019 — amplia a posse rural para alcançar proprietários, meeiros, arrendatários, capatazes e posseiros de boa-fé.
PL 157/2023 — trata da renovação do certificado de registro de arma de fogo para residentes rurais, com prazo mínimo e isenção de taxas em determinadas situações.
PL 8839/2017, PL 3731/2020 e PL 156/2023 — também tratam de temas ligados à segurança rural, porte rural, posse rural e proteção de moradores do campo.
Esta petição não pede irresponsabilidade.
Não pede ausência de controle.
Não pede ilegalidade.
O que pedimos é que o Congresso reconheça a realidade de quem vive no campo: distância, isolamento, demora no socorro, dificuldade de acesso aos órgãos públicos, custos altos, burocracia excessiva e insegurança crescente.
O produtor rural, o trabalhador rural, o arrendatário, o meeiro, o capataz, o posseiro de boa-fé e o morador do campo precisam de regras claras, critérios objetivos e acesso legal, responsável e menos burocrático aos meios de defesa permitidos em lei.
O Brasil que se alimenta do campo não pode abandonar quem vive nele.
Por isso, assinamos esta petição para exigir que o Congresso Nacional paute os PLs da segurança rural e dê uma resposta concreta às famílias do campo.
Por Alzira.
Por tantas outras Alziras.
Por quem trabalha, mora e cria seus filhos longe da cidade.
Por quem não quer viver armado, mas também não aceita viver abandonado.
PAUTEM OS PLs DA SEGURANÇA RURAL.
O CAMPO TAMBÉM TEM DIREITO DE SE DEFENDER.
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