Se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, pedimos que não aprove a reforma administrativa. O concurso público é o meio democrático de acesso ao serviço público e existe para garantir que a escolha seja feita por mérito, transparência e igualdade de oportunidades, e não por indicação política.
Quem estuda para concurso sabe o custo real desse caminho. Renunciamos a descanso, a momentos com a família e a muitas outras partes da vida para dedicar horas, meses e anos de estudo na busca de um trabalho digno, com remuneração capaz de suprir as necessidades básicas e oferecer uma qualidade de vida melhor às nossas famílias.
Quando se enfraquece o concurso, enfraquece-se também essa porta de entrada justa. Sem esse modelo, cresce a sensação de insegurança para quem se preparou honestamente e diminui a confiança da sociedade de que o serviço público será ocupado por pessoas escolhidas pelo conhecimento e pela capacidade, e não por padrinhos políticos ou por vagas de comissionado.
A solução é manter o concurso público como regra de ingresso e não encaminhar nem apoiar a reforma administrativa, preservando um Estado que contrata com critérios objetivos e que respeita o esforço de milhões de brasileiros que estudam com disciplina e sacrifício.
Por isso, pedimos a quem assumir a Presidência da República que declare publicamente a defesa do concurso público e determine sua equipe a não aprovar a reforma administrativa. Essa decisão protege o acesso democrático ao serviço público, valoriza o mérito e evita que a carreira pública se torne ainda mais distante de quem depende do estudo para mudar de vida.