Má gestão do hospital de base de vitória da conquista

ABAIXO-ASSINADO

 

Nós, população de Vitória da Conquista, solicitamos com urgência a abertura de investigação e fiscalização rigorosa do Hospital de Base de nosso município — com atenção prioritária para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), bem como para todas as demais áreas de atendimento e para a gestão administrativa da unidade.

 

Manifestamos o nosso mais profundo repúdio diante da falta de respeito, do descaso e dos maus-tratos que pacientes e familiares têm sofrido no local, além das inúmeras mortes suspeitas que vêm ocorrendo, causando revolta e dor em toda a comunidade.

 

Apresentamos as seguintes denúncias graves e fatos que exigem providências imediatas:

 

- Índices de mortalidade alarmantes, com número elevado de óbitos declarados como morte encefálica, gerando suspeitas e dúvidas na população.

- Pacientes em período pós-operatório permanecendo nos corredores ou em enfermarias extremamente lotadas. É comum encontrar pessoas na recepção, em macas ou até mesmo no chão, aguardando cirurgia ou em recuperação, em condições inadequadas e desumanas.

- Conduta médica incompatível com a ética: há frequentes contradições entre os próprios profissionais nas informações registradas nos boletins e prontuários dos pacientes, gerando insegurança e ocultação de fatos.

- Maus-tratos e agressão psicológica: relatos constantes de tratamento rude, falta de higiene generalizada, desrespeito aos familiares e até agressões verbais. Pacientes que estão acordando da sedação são tratados com violência e desprezo.

- Ocorrências graves de segurança: relatos de quedas de pacientes dentro da própria UTI, além de casos em que pessoas entram sem fraturas e apresentam lesões ósseas posteriormente — causadas, segundo denúncias, por contenções inadequadas e uso de força excessiva.

- Irregularidades na gestão: o diretor-geral, senhor Geraldo, tem negado sistematicamente o acesso aos prontuários médicos, tanto aos pais quanto a outros familiares dos pacientes, impedindo o direito à informação e à transparência.

- Postura das assistentes da direção: em vez de solucionar os problemas, já chegaram ao ponto de orientar os familiares a procurar a Justiça, como se o cumprimento da lei e do dever fosse um favor, e não uma obrigação da instituição.

 

A população de Vitória da Conquista grita por socorro diante de uma gestão incoerente e irresponsável, somada à atuação de profissionais despreparados e desprovidos de ética. É recorrente o relato de médicos que dizem aos familiares para “irem para casa, pois o paciente iria morrer naquele dia”. Surge a dúvida: como prever a morte de alguém que está apenas em estado de saúde instável? Há denúncias consistentes de acompanhantes que afirmam ter certeza de que são aplicadas substâncias para causar a morte dos pacientes, de forma premeditada e silenciosa.

 

Um caso que representa tudo o que estamos denunciando é o do jovem Jonathan de Almeida, assassinado por um médico plantonista um dia antes de ser transferido para a clínica cirúrgica, onde receberia alta. Ao chegar ao hospital, a mãe e o irmão encontraram várias ampolas vazias jogadas próximo ao leito e Jonathan em estado de agonia. O médico responsável tentou justificar a situação alegando que ele estava em estado vegetativo e que “aquilo não era vida”. Ainda mentiu ao dizer que Jonathan teve cinco minutos de parada cardíaca — informação logo contestada por outros médicos, que disseram ter sido dois minutos, e depois apenas segundos. A verdade é que ele não teve parada cardíaca alguma, mas isso foi registrado no prontuário como se tivesse ocorrido, numa clara tentativa de fraude.

 

Mesmo após a declaração de morte encefálica, mantiveram Jonathan conectado aos aparelhos por uma semana, prolongando o sofrimento da família. Até que, de repente, decidiram desligar os equipamentos sem qualquer aviso prévio. A família foi pega de surpresa, impedida de entrar para a visita e informada apenas que “ele não resistiu”. Assim como Jonathan, muitos outros pacientes já passaram ou passam pela mesma situação de abandono e crueldade.

 

Solicitamos também a investigação sobre a atuação de dois agentes funerários que ficam estrategicamente na porta do hospital, abordando os familiares exatamente no momento em que saem pela recepção, logo após o óbito. Eles estão presentes diariamente, nos dois horários de visita, todos os dias. Quem são os responsáveis por informá-los sobre as mortes com tamanha agilidade e precisão? Esse fato levanta sérias suspeitas de organização e cumplicidade.

 

Diante de tudo o que foi exposto, nós, abaixo-assinados, exigimos:

 

1. Abertura imediata de investigação e fiscalização por parte dos órgãos competentes;

2. Apuração rigorosa das mortes suspeitas e das denúncias de uso de substâncias para abreviar vidas;

3. Responsabilização administrativa, civil e criminal dos envolvidos;

4. Garantia de atendimento digno, seguro e ético para toda a população.

 

Contamos com a intervenção rápida e séria das autoridades competentes, pois não aceitaremos mais omissão diante de tantas provas e dores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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