Nota de repúdio às declarações antidemocráticas do vereador Wellington Cunha, de Joanópolis/SP

No último dia 06 de setembro foi protocolado na prefeitura municipal de Joanópolis um pedido de inclusão da leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito junto às atividades de celebração do bicentenário de independência do Brasil, marcadas para ocorrer na manhã do dia 07 de setembro.

A referida Carta, que foi lançada no último dia 11 de agosto, foi uma iniciativa da Faculdade de Direito da USP e conta com mais de um milhão de adesões individuais e apoio de mais de 500 entidades da sociedade civil. Dessa forma, tornou-se um manifesto em defesa da democracia e das instituições eleitorais que conseguiu congregar diversos setores da sociedade e apoiadores de diferentes espectros políticos.

Da mesma forma, moradores de Joanópolis organizaram-se a fim de assistir ao evento e demonstrar seu apoio às ideias contidas na Carta às brasileiras e brasileiros. Entretanto, após a finalização do evento, o vereador Wellington Cunha foi às suas redes sociais expressar seu descontentamento com esse ato. Ao fazê-lo, porém, o vereador contou mentiras e ignorou as garantias de liberdades políticas e de expressão presentes em nossa Constituição Federal, especialmente em seu Artigo 5°.

O grupo em questão não estava “no meio do evento cívico”, como disse o vereador e estava apenas exercendo seus direitos de livre expressão de pensamento e organização política. O grupo não usou o microfone do evento para fazer campanha eleitoral para um candidato, como disse o vereador, mas sim para defender o estado democrático de direito e o respeito aos ritos e processos eleitorais. Sendo, esse sim, um verdadeiro ato patriótico.

É sintomático que o vereador se incomode com tais atitudes, uma vez que no atual cenário político brasileiro tem havido uma divisão clara entre um campo defensor do processo democrático e outro, que tenta deslegitimar as instituições. Em suas declarações, o vereador Wellington Cunha seguiu a trilha antidemocrática, especialmente ao afirmar que “vai fazer de tudo para varrer essa militância de esquerda do nosso município”. A prática de impedir a existência de oposição política é antiga entre os regimes políticos autoritários e o autoritarismo quer que tais declarações, como as do vereador, passem por normais. Mas não passarão!

Assim, nós, signatários desta carta, repudiamos as atitudes antidemocráticas do vereador - democraticamente eleito -  Wellington Cunha.


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